Regras para se ser humano

1 – Você receberá um corpo.
Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa jornada.

2 – Você aprenderá lições.
Você está matriculado numa escola informal, em período integral, chamada vida. A cada dia, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar delas ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.

3 – Não existem erros, apenas lições.
O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

4 – Cada lição será repetida até que seja aprendida.
Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras até que a tenha aprendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a lição seguinte.

5 – O aprendizado nunca termina.
Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há sempre lições a aprender.

6 – “Lá” não é melhor do que “aqui”.
Quando seu “lá” se tornar “aqui” você simplesmente encontrará outro “lá” que parecerá novamente melhor do que “aqui”.

7 – Os outros são apenas seus espelhos.
Você pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ame ou deteste em si mesmo.

8 – O que fizer de sua vida é responsabilidade sua.
Você tem todos os recursos de que precisa. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.

9 – As respostas estão dentro de você.
Tudo que tem a fazer é analisar, ouvir e acreditar.

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A importância do Brincar

O ato de BRINCAR pode ser entendido como o “fazer da criança” de duas maneiras: (1) como um meio, um contexto, um processo e (2) como um fim em si mesmo.
No primeiro caso, o brincar é uma atividade capaz de promover um contexto para o desenvolvimento das capacidades para as crianças. Dessa forma, o brincar é considerado útil nos serviços de desenvolvimento das capacidades motoras, cognitivas e sociais para uso futuro e não apenas uma experiência puramente divertida.
Além disso, pode-se inferir um valor educativo e ou terapêutico inerente ao processo de brincar.
No segundo caso, o brincar como um fim em si mesmo, entende-se o brincar como um momento único de diversão da criança sem um outro propósito que não a expressão e a manifestação da criatividade individual. Os componentes básicos deste tipo de brincar são:
 Espontaneidade: de iniciar, de mudar ou terminar uma atividade. A Espontaneidade pode levar a uma variabilidade maior das reações comportamentais e ter um impacto na criatividade.
 Motivação Intrínseca: para iniciar, criar ou participar de uma atividade. O fato de se estar intrinsecamente motivado requer idéias básicas sobre interação com espaço e objetos. Além disso, os adultos raramente propiciam a oportunidade de expressar sua opinião ou optar entre alternativas.
 Suspensão da Realidade: capacidade de se afastar da realidades e de suas conseqüências por um determinado momento. A capacidade de suspender a realidade e entrar em um mundo de faz-de-conta tem um papel importante no desenvolvimento da criança e pode contribuir para a criatividade. A “recreação fantasiosa” pode ser usada para distrair a atenção e para motivar a criança a ficar na atividade, inclusive em casos de intervenção de algum profissional.
 Diversão e entretenimento: para aumentar a diversão da criança em uma tarefa, é importante incluir atividades que sejam orientadas ao processo e não ao produto final. A consideração de uma atividade orientada ao processo ou ao produto final é determinada pela própria criança. Por exemplo: para algumas crianças o processo de desenhar é divertido, enquanto que para outras é extremamente exaustivo.
 Participação Ativa: tem influência na aprendizagem e no desempenho global da criança. Deve-se levar em consideração os fatores físicos (limitações orgânicas), cognitivos ou sociais de cada criança.
 Despertar Enfatizado: o uso de dados sensoriais (táteis, vestibulares, proprioceptivos, etc.) com escovas e balanços, por exemplo, podem ser utilizados para modificar o nível de despertar da criança. Isso tem impacto na atenção da criança e na interação ativa com o ambiente.

O BRINCAR E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Tomando o brincar de acordo com a primeira definição do tópico anterior (o brincar como um meio e contexto para o desenvolvimento), podemos afirmar que a cada idade, a criança se interessa por diferentes tipos e modalidades de brincadeiras e brinquedos. Isso depende do seu nível de aquisições de habilidades. Além disso, para cada idade, existe um repertório de brincadeiras e brinquedos capazes de estimular a aprendizagem, a aquisição de habilidades e, conseqüentemente, o desenvolvimento global da criança. As habilidades desenvolvidas pela criança referem-se diretamente à sua capacidade e disponibilidade para o brincar.

Bibliografia:

MALUF, A.C.M. Brincar: prazer e aprendizado. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

PARHAM, L.D.; FAZIO, L.S. A Recreação na Terapia Ocupacional Pediátrica. São Paulo: Santos, 2000.

Corpo e mente na saúde

Em artigo do escritor e neurocientista Eduardo Aquino, publicado no dia 24/01/10, com o título “Sindrome do Pensamento Disparado”, é abordada a questão das relações interdependentes entre corpo, mente e cérebro. O que chamou minha atenção foram os dados sobre a situação da saúde que ele apresenta (83% dos exames realizados são considerados normais e 65% das cirurgias realizadas são desnecessárias) e as críticas que faz sobre a forma como praticamos “saúde” atualmente.
Segundo o autor, a falência da medicina começou com a separação do estudo entre corpo e cérebro e persiste até hoje quando os médicos se dedicam a investigar os sintomas e não a pessoa que é portadora deles. Nesse sentido, como o cérebro influencia o corpo, hoje podemos falar que essa influência é altamente excitatória e até prejudicial para o corpo, na medida em que nosso cérebro tem que lidar diariamente com excesso de estímulos de diversas ordens, estresses, pressões, internet, TV, celular…
Finaliza, convocando os profissionais da saúde a se responsabilizarem pelo seu fazer: “Peço (…) a todos que sonham um ser humano saudável, sereno, em paz de espírito (…) que pesquisem, entendam e vejam o paciente que nos procura como um ser humano universal. Acolhê-los, escutá-los, compreendê-los (…) e fazer tratamentos que dêem resultado! É o mínimo que nos cabe fazer, é direito dos pacientes e dever de quem escolheu a saúde como área de exercício de seus dons e talentos.”

Por Daniela Piroli Cabral em 07/02/10

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